Museu de Paleontologia de Fernandópolis inaugura painel em tamanho real do pássaro Dodô
Nova atração amplia as ações de educação ambiental e apresenta ao público um dos maiores símbolos da extinção causada pela ação humana
CULTURA NOTÍCIA
O Museu de Paleontologia de Fernandópolis passa a contar com uma nova atração voltada à educação científica e turismo pedagógico. Um painel ilustrativo em tamanho real do pássaro Dodô (Raphus cucullatus) foi instalado no espaço expositivo, permitindo que visitantes conheçam de perto um dos animais mais emblemáticos da história da extinção provocada pela ação humana.
Com 1,50 metro de altura por 1 metro de largura, o painel apresenta o Dodô retratado em vida e em escala real, permitindo que crianças e adultos tenham uma percepção fiel das dimensões do animal. A paleoarte foi produzida pelo paleoartista Felipe Alves Elias, e o material também conta com versão em inglês, ampliando a acessibilidade para visitantes estrangeiros.
O Dodô viveu nas Ilhas Maurício e desapareceu no século XVII, tornando-se um símbolo mundial da perda da biodiversidade causada pela atividade humana. Pertencente à mesma família das pombas e rolinhas, era uma ave de aproximadamente um metro de altura que não voava e ficou eternizada na literatura ao inspirar um personagem do clássico Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll.
Além de apresentar a história da espécie, o painel destaca os três principais fatores que levaram à sua extinção em menos de um século: a caça excessiva, a destruição do ambiente natural e a introdução de espécies exóticas em seu habitat. Segundo os pesquisadores, esses mesmos fatores continuam sendo, ainda hoje, as principais causas da perda da biodiversidade em diversas regiões do planeta.
A novidade já começou a ser utilizada nas atividades educativas do museu. Os primeiros estudantes a conhecerem o painel foram alunos de uma escola municipal de Pontalinda, que participaram de uma palestra sobre o Dodô e sobre a importância da conservação da fauna.
Em breve, a experiência será ampliada com a instalação de uma réplica do esqueleto completo do Dodô ao lado do painel. A peça está sendo produzida pelo paleoartista Deverson Silva e permitirá aos visitantes comparar a reconstrução artística do animal em vida com sua estrutura esquelética.
Embora o acervo do Museu de Paleontologia de Fernandópolis seja dedicado principalmente aos fósseis do período Cretáceo Superior, com cerca de 85 milhões de anos, a inclusão do Dodô reforça o compromisso do espaço em promover a educação científica de forma ampla, aproximando o público de diferentes momentos da história da vida na Terra e estimulando a reflexão sobre a importância da preservação ambiental.
A visitação ao Museu de Paleontologia é gratuita e integra as ações permanentes da Prefeitura de Fernandópolis, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, voltadas à divulgação científica, à educação e à valorização do patrimônio natural.
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