Presente do curador do Museu de Paleontologia de Fernandópolis é entregue ao Embaixador da China no Brasil

Réplica do Baurusuchus pachecoi, um dos fósseis mais emblemáticos da pré-história regional, reforça o reconhecimento científico, cultural e internacional de Fernandópolis

Presente do curador do Museu de Paleontologia de Fernandópolis é entregue ao Embaixador da China no Brasil

CULTURA NOTÍCIA

Fernandópolis deu mais um passo simbólico e importante no fortalecimento de sua presença internacional por meio da ciência, da cultura e da identidade histórica. Durante agenda institucional, foi entregue ao Excelentíssimo Embaixador da China no Brasil, senhor Zhu Qingqiao, um presente especial do curador do Museu de Paleontologia de Fernandópolis, o Professor Cadu: uma réplica do Baurusuchus pachecoi, um dos fósseis mais emblemáticos ligados à história paleontológica da região.

A peça representa um dos grandes símbolos científicos de Fernandópolis. O Baurusuchus pachecoi foi um predador terrestre pré-histórico que habitou esta região há cerca de 80 a 85 milhões de anos, no período Cretáceo, quando o território que hoje abriga Fernandópolis possuía uma fauna totalmente distinta da atual. A entrega da réplica ao embaixador simboliza não apenas um gesto diplomático, mas também a apresentação ao cenário internacional de uma parte valiosa da história natural do município.

O Museu de Paleontologia de Fernandópolis vem se consolidando como referência científica, educacional e turística no interior paulista. O acervo abriga fósseis raros e estudos de grande relevância para a paleontologia brasileira e internacional.

Entre os principais destaques científicos está o estudo sobre o Baurusuchus juvenil, publicado na prestigiada revista The Anatomical Record, uma das mais respeitadas publicações científicas da área. O trabalho, assinado pelo Professor Dr. Carlos Eduardo Maia de Oliveira (Professor Cadu) e pelo Professor Rodrigo Miloni Santucci, ganhou projeção internacional ao figurar entre os 10 artigos mais citados de 2024 na revista e também ter estampado sua capa em março daquele ano.

A pesquisa descreve o esqueleto juvenil mais completo já encontrado no mundo dessa linhagem de crocodilomorfos terrestres, contribuindo diretamente para o avanço da ciência e para a compreensão do crescimento e desenvolvimento desses animais que viveram no passado remoto do Brasil.

A relação entre Fernandópolis, o Museu de Paleontologia e a China também já havia se fortalecido anteriormente por meio do deputado federal Fausto Pinato, que no ano passado, em 18 de maio de 2025, trouxe da China e doou ao Museu de Paleontologia de Fernandópolis um fóssil de Keichousaurus, réptil marinho com cerca de 240 milhões de anos. A peça passou a integrar o acervo do museu, ampliando ainda mais sua relevância científica e reforçando essa ponte internacional entre Fernandópolis e o cenário paleontológico global.

Além disso, o nome de Fernandópolis também foi citado em pesquisas científicas publicadas internacionalmente, como na revista Chemical Geology, que mencionou o município e o museu em estudo relacionado à cadeia alimentar da fauna brasileira do período Cretáceo, utilizando fósseis ligados à Bacia Sedimentar Bauru.

Mais do que um espaço expositivo, o Museu de Paleontologia vem se firmando como um centro ativo de produção científica, educação, turismo e valorização histórica.

Dentro desse planejamento estratégico, Fernandópolis também estuda consolidar um importante eixo museológico e turístico na região do antigo complexo ferroviário. A proposta prevê a implantação futura do Museu da Ferrovia e do Museu do Café, próximos ao atual Museu de Paleontologia, aproveitando a região do antigo prédio da Estação Ferroviária e o espaço onde historicamente funcionou o PEV, fortalecendo o local como um grande corredor integrado de cultura, memória, ciência, turismo e educação.

A entrega da réplica do Baurusuchus pachecoi ao Embaixador da China reforça esse momento simbólico: Fernandópolis leva ao cenário internacional não apenas um presente institucional, mas um fragmento de sua própria história pré-histórica, científica e cultural. É a cidade projetando sua identidade ao mundo por meio da ciência, da memória e da cooperação entre povos.

 

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